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Reabilitação cardiorrespiratória ajuda paciente pós-infarto

Pacientes que sofreram infartos ou foram diagnosticados com insuficiência cardíaca sofrem com mudanças bruscas na rotina, com cansaço excessivo e dificuldades para cumprir atividades que antes eram corriqueiras. Para ajudar na retomada da qualidade de vida, a reabilitação cardiorrespiratória é uma aliada.O fisioterapeuta Rodrigo Koch explica que a reabilitação cardiorrespiratória é indicada para todos os pacientes que apresentam alguma alteração cardíaca, como infarto ou insuficiência cardíaca, por exemplo, e também para aqueles que tiveram alguma alteração pulmonar – asma, enfisema pulmonar, fibrose, pneumonia, entre outras.

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“Esta reabilitação é um conjunto de técnicas e ações que tem por objetivo recuperar ou melhorar a capacidade respiratória e/ou cardíaca do paciente. Trabalhamos para que o paciente tenha mais qualidade de vida”, explica.O músico Maurício Nascimento conta que a mãe, Antônia Laurentino do Nascimento, 72 anos, teve um infarto e ficou 15 dias internada no Hospital Universitário. Após fazer um cateterismo para colocação de stent, ela voltou para casa bem debilitada, sem conseguir realizar as atividades domésticas e as caminhadas diárias que fazia antes do problema de saúde.“Nos primeiros dias, víamos ela muito sentada ou deitada, sem disposição. Após o início da fisioterapia respiratória, ela voltou a se animar e, com algumas sessões, já voltou a cozinhar. Em consulta com o médico que a acompanha, ele relatou que nem parece que ela teve um problema tão sério. O coração está com alterações mínimas, que são compatíveis com a idade dela”, afirma Nascimento.Diminuição da falta de ar e cansaço, além do aumento da capacidade de fazer exercícios, são alguns dos benefícios da reabilitação cardiorrespiratória, segundo Rodrigo Koch. “É um processo totalmente individualizado conforme as necessidades de cada acidente após uma criteriosa avaliação. Com equipamentos adequados, conseguimos avaliar a função muscular respiratória, pulmonar e física, o que permite diagnóstico mais preciso e, consequentemente, um tratamento mais assertivo”, explica o fisioterapeuta.